mas da boca da pessoa errada?"
e segue-se em frente, um bocado mais vazio
e sem se saber bem para onde...
(it never is)
Um dia disseram-me: "O tempo cura tudo". E repetiram a frase vezes sem conta. E eu agarrei nela e convenci-me que sim, que era verdade. E acreditei. Mas depois tu voltas, e voltas e voltas... e demasiado tempo depois ainda tens a capacidade de me deixar o coração em frangalhos, com a sensação de que agarraste nele e o atiraste contra a parede vezes sem conta. Tu não sabes, mas é assim que me sinto de cada vez que voltas a aparecer. Como se me arrancassem o coração e o atirassem uma e outra vez contra a parede. E eu fico ali, feita cacos, no chão, a olhar para todos os pedaços estilhaçados, com a certeza de que algum se perdeu mais uma vez e que nunca vou ser capaz de os voltar a pôr a todos no sítio e a pensar que já era tempo de te arrancar de dentro de mim. E que, se o tempo cura tudo, quanto tempo falta para que tu deixes de ser esta ferida permanentemente aberta? Já é tempo de que saias da minha vida. É tempo de que entendas que me fazes mal. E que não voltes. Não voltes. Não voltes. Não voltes. Por favor. Eu não quero que voltes.
Quando eu era pequena e encolhia os pés porque não gostava da areia da praia, ele dava-me a mão.
Há demasiado tempo que pensava que não era para durar. Não era para ser assim. Não era para a sua vida. Tudo demasiado perfeito. As mãos dadas. Os passeios noite dentro. As mensagens que não se esperavam. Os jantares. As esperas à saída do trabalho. E a sensação de que podia ser feliz.Olhava à volta e à volta encontrava gente que estava nisto há muito tempo. Nove anos de um lado. Dez do outro. Mais seis ali. E oito aqui. E visto de fora era uma coisa bonita. E riam-se juntos. E continuavam a sair e a dar-se bem. E abraçavam-se daquela maneira como quem se aconchega. E tinham uma vida juntos.
Havia dias em que pensava que um dia isso também havia de ser seu. Havia dias em que o desejava com todas as forças e com toda a alma. Havia dias em que desejava que isto fosse de facto para durar. Que os 3 milhões de pedacinhos nos quais se tinha partido o seu coração há uns anos começassem por fim a juntar-se. Havia dias em que tinha esperança e conseguia sorrir e acreditar.
Depois havia os outros. Em que achava que isto era uma mentira e se afastava. Em que achava que não era para ser e que o único que fazia era forçar. Por medo de que não voltasse a ser capaz. Às vezes acha que está a queimar todos os cartuchos e a última oportunidade de que alguém lhe importe de verdade. Nunca consegue apagar a sensação de vazio.Tenta preenchê-lo com os seus sorrisos, com as palhaçadas, os mimos e os abraços que fazem que desapareça para o mundo. Por 15 minutos ou uma noite. Mas não mais.
Um dia pensou que podia voltar a voar. Um dia agarrou-se com força. Um dia quis sentir que sentia e que ia voltar a rodopiar na sua mão. Quis tanto e fechou tanto os olhos num desejo profundo que achou que não ia ser capaz de abri-los.
Mas a realidade vem sempre em forma de despertador. E foi quando percebeu que queria sentir, queria gostar, queria que lhe importasse de verdade... mas não conseguia, não era capaz. Por muito que fechasse os olhos.
E começou a sentir como o vazio voltava a crescer mas já sem doer. Só essa angústia fininha que já conhecia. Que durava o espaço que existe entre o que podia ter sido e a certeza de que não era para ser. E que se ia arrastar devagar até desaparecer outra vez.
“(...) tinha 36 anos, e lembro-me por isso mesmo, porque foi o ano da minha vida em que me senti mais novo. Nem aos 25, nem aos 21, nem aos 18. Foi aos 36 anos de idade que eu me senti eternamente jovem, quase imortal ou, mais arrepiante ainda, indiferente à própria ideia de morte. E, se eu era jovem, tu, a meus olhos, eras a própria juventude. Tudo em ti, não apenas os teus absurdos 21 anos: a própria maneira um pouco estouvada de caminhares, como se ainda não tivesses aprendido bem a andar, a maneira de parares, virar a cabeça e sorrir por cima do ombro, os teus ares de menina pequenina que precisa de ser embalada, que alternavas com vãs tentativas de pareceres mulher adulta e sabida (...)”Miguel Sousa Tavares - "No teu deserto"
No final ela morre...

Chegava sempre tarde. Aos jantares de família, aos encontros com os amigos e até ao trabalho. As 21h15 sempre se transformavam nas 21h30 e por aí adiante. Não o fazia por mal. À excepção de quando ia trabalhar (quando sempre tinha de lutar consigo mesma uns minutos longos antes de se conseguir livrar dos lençóis) fazia sempre por chegar a tempo. Começava a arranjar-se a horas prudentes mas sempre chegava tarde. Sistematicamente. E mesmo quando decidiu adiantar o relógio, o resultado era o mesmo. Ela ria-se, encolhia os ombros e dizia que não tinha culpa. Que seria intrínseco, endógeno, genético até… e nunca deu muita importância à coisa.
Até ao dia em que percebeu que também era possível chegar tarde (ou pelo menos não a tempo) à vida de alguém.
Hay instantes que duran el tiempo justo de una foto, de una sonrisa o una mirada. Hay otros que necesitan más minutos: 95, para ser exactos. Tanto como el documental del cineasta Manuel Huerga sobre la gira de siete conciertos que protagonizó Jorge Drexler en 2007, en Barcelona, para presentar el disco 'Cara B'. 'Un instante preciso' sale a la venta en DVD el 21 de octubre en España, y los dos protagonistas se unieron en la Casa de América para una presentación especial.elmundo.es 17/09/2009
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Desta vez é que é. Eu sei que já disse isto mais vezes e volta sempre ao mesmo. Eu sei que já te virei as costas e continuo sempre a olhar-te de soslaio. Eu sei que já não têm conta as vezes que fechei a porta (deixando sempre o pé para trás, para ela só ficar encostada). Mas desta vez é que é.
Podría ser sólo una historia de amor normal: chico conoce a chica, se enamora y la pierde. Podría serlo si él no fuera Robert Capa y ella Gerda Taro. Si casi toda su relación no hubiera transcurrido en ambiente de guerra. Si al final todo no hubiera terminado en tragedia, con la muerte de Gerda en un accidente (el coche en el que huía del avance de las tropas franquistas chocó contra un tanque haciéndole caer al suelo). Así, es casi un mito. Que ahora tiene un nuevo capítulo en el reciente libro de Susana Fortes, ganador del Premio Novela Fernando Lara 2009. elmundo.es 12/06/2009
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En un año que quería sabático, Jorge Drexler no fue capaz de resistir la llamada del escenario. E hizo un paréntesis... dos, tres, varios. Tocó en Perú, Venezuela, México, Brasil. Y, el 17 de julio, abre nueva excepción para España, en el único concierto que presentará en nuestro país. Será en el festival Atapercu 09, la segunda edición del festival de percusión de Atapuerca, en un espectáculo muy distinto de lo que nos tiene acostumbrados. "No tiene ninguna relación con lo que hice antes, es todo lo opuesto de mis discos, más lúdico y expansivo y menos intimista. Es una oportunidad para experimentar nuevos sonidos alrededor del ritmo afrouruguayo. Tocaré repertorio mío y canciones tradicionales del candombe. Tengo muchas ganas: es el pretexto perfecto para disfrutar, aprender y buscar nuevos sonidos", explica el cantante. "Al final resultó ser un año menos sabático de lo que creí".
elmundo.es 12/06/2009
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Mísia pasó años remando a contracorriente. Buscando nuevas formas de hacer fado, reinventándolo en todos los rincones del mundo, de una manera que es sólo suya. Y al noveno disco, cuando ya parecía que la gente se acostumbraba a este fado tan poco convencional, otro giro más. Y vuelve a sorprender. 'Ruas' [calles] —compuesto por dos CD, 'Lisboarium' y '&Tourists'— es como una habitación con dos ventanas: una para Lisboa y otra para el resto del mundo. Y junto con un primer disco de fados, Mísia saca una especie de disco 'outsider', con versiones de los Nine Inch Nails y los Joy Division, canciones turcas, napolitanas y japonesas. Todo está envuelto en un mismo paquete, que sale a la venta en España el 19 de mayo. En junio empieza la gira de presentación de su disco, que pasará por Valladolid (5 de junio), Madrid (3 de julio), Barcelona (4 de julio) y Sevilla (16 de diciembre).
No encuadran, no enfocan y no esperan al momento perfecto. Ellos sólo disparan. Seguramente sus fotografías no serán las más representativas de la realidad, pero son las más originales. Se llaman lomógrafos, sus camaritas son pequeñas, súper portátiles, de plástico y analógicas. Y dicen que el secreto de una buena foto es la sorpresa. El jueves se reunieron en Madrid para un fin de semana lomográfico, que empezó con la exposición 'Diana Vignettes', con más de 20 fotografías en gran formato de personalidades de diferentes disciplinas de la cultura española. Tres días llenos de actividades, que se completaron con un tour nocturno el viernes y un taller de fotografía.
Vão sentados no metro, no banco em frente. Entram sorridentes e de mãos dadas e sentam-se. Nota-se que são de fora mesmo antes de falarem. Na verdade não falam muito. Ele, loiro e de olhos azuis, cruza o olhar com a miúda da frente. Olha-a a de diferentes maneiras e de diversas vezes e mexe-se no banco, inquieto. Como se a qualquer momento se fosse levantar direito a ela. Mas não vai.
Un pabellón, 47 galerías de arte y obras de 350 artistas. Así será Madrid Foto la primera feria de fotografía contemporánea, que estará en la capital del 7 al 10 de mayo. Evento hermano de las muy conocidas Paris Photo y Miami Photo, la feria madrileña nace para colmar un vacío en la escena nacional y cubrir las exigencias de los amantes de la fotografía. En una atmósfera agradable, entre stands, pasillos, zonas de descanso y cafeterías, los visitantes tendrán acceso a fotos, libros sobre la especialidad y firmas de los artistas. Una manera de acercar el gran público a la fotografía contemporánea.
En 1992, mientras Barcelona celebraba sus Juegos Olímpicos, y Bill Clinton ganaba las elecciones en EEUU a George Bush padre, seis jóvenes se juntaban en Oporto, Portugal, para formar un grupo de música.Se harían llamar Clã [en español, clan] y serían fieles al significado de su nombre: diecisiete años después, siguen juntos como una verdadera familia. Al quinto álbum, cruzan la frontera y llegan a Madrid el día 29, para presentarlo en la Sala Taboó.
elmundo.es 27/04/2009
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La noche parecía perfecta y, por si alguien aún no se había fijado, Paul Naschy soltó el aviso: "Hoy es noche de luna llena. ¡Por si acaso he venido preparado con los antídotos!". Y fue en este escenario apropiado que decenas de personas llenaron una de las salas de los cines Golem, en Madrid, para asistir al SHOTS (Certamen Internacional de Cortometrajes Fantásticos).
Cuando se trata de hablar de Edgar Allan Poe, las palabras empiezan a quedarse cortas. Padre de la novela negra y de ciencia ficción, genio de la historia policíaca y de terror, su huella en la literatura es profunda e innegable. En el año en que se celebra el bicentenario de su nacimiento, las editoriales se han apresurado en sacar obras que rindieran homenaje a su talento. La más reciente se ha presentado en Madrid y recoge siete de sus cuentos en siete nuevas versiones.
Fue el talento para contar historias robándoles palabras hasta dejarlas solamente con lo esencial que llevó Ana María Shua al encuentro de la ficción. En 1984 la escritora argentina publicaba su primer libro de microrrelatos 'La sueñera'. Veinticinco años después, la obra es parte del más reciente libro de la autora: un recopilatorio de sus relatos de ficción bajo el sugerente nombre de 'Los Cazadores de Letras'.
Houve um tempo em que te achei impregnado em mim. Impregnado, uma coisa que levava na pele, que carregava para trás e para a frente. Transpiravas-me nos poros, saías-me nos restos de fôlego depois de correr, pairavas no ar depois de cada passa no cigarro. Eras como uma nódoa dessas entranhadas que não saem nem com esfregão de arame. Uma marca de nascença. Um sinal.Precisei de 696 dias. Contados no calendário, entrapados em lágrimas, escorridos em horas de angústia e de raiva. De dentes cerrados até doer. E finalmente livre. Finalmente sem ti. Finalmente o olhar-te nos olhos e já não está. Foi-se a dor fininha. Foste-te.
22horas. Para pensar em como apagar as marcas. Para suspirar por última vez, deitando fora o último sopro de ti.
Precisei de te ter, de te sentir e perder e recuperar e deixar ir e afastar-te e odiar-te... tanto, tanto, tanto! Com tanta força e de olhos tão fechados numa tentativa inútil. E outra vez a cair e a dizer que desta é que é, desta é que vai ser o certo e a esquecer que eras um erro. O meu erro, o maior erro... (mas porquê tão certo?)... A minha maior verdade. Dessas que batem de frente. Cruas e definitivas.
Precisei de 696 dias e 22 horas para crescer. Para te fechar a porta e deixar ir sem olhar para trás. Mas tu tens de ganhar sempre, não é?
"-Eu jogo muito bem e não gosto de perder."
E por isso foste, mas levaste contigo o que eu fui antes de te conhecer. Por isso volta. Diz-me que voltas. Não que voltas para mim. Mas que voltas. Só para me devolveres o que eu fui. E depois podes ir. Não fiques. Eu não quero que fiques.
Durante tres años, Joseph Bau fue tan sólo un número: el 69084 del campo de concentración de Plaszow. Su vida puede resumirse en una sucesión de milagros, que le permitieron aguantar el Holocausto y vivir para contarlo, pintarlo y dibujarlo con el talento que le ayudó a supervivir.
Cinco países, 14 artistas y un denominador común: la memoria. Es el tema central de la exposición que acoge la Casa América hasta el próximo día 15, en Madrid. 'Regreso. Arte latinoamericano y memoria' recoge las obras de artistas emergentes y consolidados de Brasil, Chile, Colombia, México y Venezuela, en un intento de interpretar la manera como se usa la memoria en el proceso creativo.
Cuando en 2006 los Buraka Som Sistema lanzaron el EP 'From Buraka to the World' no imaginaban el terremoto que estaban a punto de provocar. Con el primer single, 'Yah!', Portugal despertaba para lo que sería, en poco tiempo, el mayor fenómeno musical portugués de los últimos años, dentro y fuera de sus fronteras. "Cuando grabamos el EP sabíamos que había algunas personas interesadas en nuestro trabajo. Pero nunca pensamos que pudiera llegar a esto", recuerda Conductor (Andro Carvalho). "Después de que el EP saliera a la venta, viendo la acogida de la gente, empezamos a darnos cuenta de que las cosas podrían ser mayores de lo que alguna vez nos había pasado por la cabeza".
elmundo.es 23/02/2009
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Lleva años intentando mirar la guerra de una manera distinta. En la visión de Walid Raad no hay víctimas, ni culpables. No hay explicaciones económicas, justificaciones sociales o actores políticos. "Son las voces dominantes siempre que intentamos describir actos de violencia extrema. Pero yo busco algo distinto". En 1999, este artista libanés creó un grupo de trabajo para concretar ese objetivo. 'The Atlas Group Archive', es un proyecto centrado en la guerra civil del Líbano, la historia del país entre 1975 y 1991, resucitada a través de vídeos, documentos y fotografías. "Muestro situaciones que pueden parecer banales pero que para mí son importantes para entender cómo sobreviven esos acontecimientos en la memoria de quienes los han vivido y cómo siguen ejerciendo su influencia hoy día", explica.
Si no fuera porque Boris Vian murió más de 10 años antes de que naciera Andy Chango, los dos hubieran sido amigos. Compartirían el sarcasmo, la ironía y el humor refinado. Saldrían de copas, con un cigarrillo en una mano y una cerveza en la otra. "Beberíamos mucho y, seguramente, nos pasaríamos toda la noche hablando", dice el cantante entre risas. No pudo ser. Pero, anoche, los dos estuvieron juntos en la sala Clamores, cuando el músico argentino salió al escenario para cantar 'Boris Vian', su más reciente álbum.
Puede venir en forma de un vídeo colgado en Youtube, una foto manipulada en un blog, o un insulto en un foro. El acoso por Internet, o 'ciberbullying', ya es una de las agresiones más comunes entre los menores y supuso, en 2008, un 20 por ciento de los casos de acoso atendidos por las líneas de Protégeles, asociación que vigila los contenidos peligrosos para la infancia.
Sus pasos anduvieron siempre el camino de la paz. Con tan sólo cinco años fue considerado la encarnación del Buda de la Compasión y supo cuál sería su destino: el pequeño Tenzin Gyatso sería el Dalai Lama. Aceptó la responsabilidad y siguió adelante. En 1989, tras una larga lucha por la independencia y libertad de los suyos, el Premio Nobel de la Paz sellaba sus esfuerzos y el Dalai Lama reafirmaba sus principios: "La paz empieza dentro de cada uno".
"If I told you things I did before(Sim e sempre o soubeste.)
Nunca lhe assustou o teu passado, os erros de antes, a pessoa que eras e da qual tinhas tanto pudor em falar. Nunca quis saber. E achava graça à maneira embaraçada como falavas, como passavas a mão por cima das sobrancelhas ou pelo cabelo e ficavas estupefacto, a olhar para ela sem saber porquê.
-"Não sei porque raio te conto isto".
Olhavas para o lado, rias-te, passavas a mão pelo cabelo e abanavas a cabeça... Sempre.
Vistos de fora sempre seríeis um par estranho: ela, doce, delicada, amável, sempre com passos de bailarina e, ao teu lado, pequenina; tu, alto, meio bruto e ríspido, com mau feitio e mau humor crónicos. Ainda assim, vá-se lá saber porquê, entendíeis-vos. E éreis capazes de ficar horas a fio a conversar, sem ter de haver um fio condutor ou um sentido naquilo que dizíeis. Ela tirava de ti o lado mais meigo. Tu roubavas-lhe o sarcasmo e a ironia. E o tempo passava, quase sempre, depressa demais. E de fora ninguém entendia. E dentro também não. Porque tu achavas que ela era irreal e não podia existir e ia esfumar-se cedo ou tarde e ela achava que... ela não sabia o que achava.
"If you knew my story word for word
had all of my history
would you go along with someone like me"
(Sim, sabes que sim.)
Nunca quiseste acreditar que podia acontecer outra vez. Isto de te apaixonares sem sentido e sem razão. Aconteceu. De um dia para o outro. De tanta fuga e tropeção e tentativa e erro e um nos braços do outro e os dois de lágrimas nos olhos e um adeus e um pára e recomeça e quero-te mas não posso e posso mas não quero e não devo e os dois sem dormir. E risos. E não quero saber e amo-te e preciso-te e gosto-te e desespero e adeus. E angústia. E sufoco. E sozinhos os dois. E dúvidas por certezas e mais fácil e tão difícil. E um nó que não se desfaz. E vazio. E silêncio.
Aos poucos, o ar voltou a passar e a respiração voltou ao normal. E tu fazias a tua vida e ela fazia a dela. E os dois a arrastar o amor nas horas e nos dias. Ou isso ou a enlouquecer.
- "Esqueci-te".
- "Esqueci-te".
- "Não te esqueci".
E parecia que nunca ia passar e o peso sempre no peito. E os olhos a fechar e a mesma imagem no escuro.
E um dia o voltar atrás. E já não a mão pelo cabelo. Nem o sorriso ou a dúvida. E tu a voltares a ser quem foste. E ela a encolher. E copos e conversas e gestos e tu não és esse. E ela a encolher. E um ponto pequenino no fundo do bar e tu a agarrares-lhe a mão e ela a já não estremecer. E ela a querer desaparecer e já não igual, já não os mesmos. E tanta vontade de ser diferente e agora já é. E perdida. E vazio. E silêncio. E o aperto mas não o mesmo.
Nunca quis saber de quem foste, o que foste, o que fizeste, o que pensaste. Antes. E tu nunca acreditaste que ela podia gostar de ti assim. Agora. E orgulhar-se e querer-te para sempre. Assim. Tão inacreditavelmente opostos e contrários. E por não acreditares não exististe. Sempre o mesmo, sempre o voltar atrás e o medo de ser maior e o agarra e larga e deixa estar que eu sou capaz e não preciso. E precisavas. Mas não querias. E acabou.
Empezará suave como un murmullo. El 27 de enero, los franceses Les Souffleurs saldrán a las calles de Madrid para susurrar poesía al oído a quien pase, abriendo, de manera original, la novena edición del Festival Escena Contemporánea.
Son fotos con historia. Todas las imágenes suelen serlo, pero las de Zoe Leonard, aunque actuales, parecen tener años de historia detrás. Cuentan los entresijos del mundo contemporáneo, los efectos de la globalización, lo que le indigna y le atrae, en fotos que hacen volver la mirada hacia atrás.La primera gran muestra en España de su trabajo está en el Museo Reina Sofía hasta el 16 de febrero. 'Zoe Leonard: Fotografías' recoge cien obras de la fotógrafa norteamericana, que traducen todo su trabajo desde los años 70 hasta la actualidad.
Es teatro, pero es distinto. Hay actores, pero ninguno sabe qué papel va a representar. En una misma noche pueden ser héroes, villanos e incluso dibujos animados. En un mismo espectáculo pueden actuar en un western y en un musical. Esto es teatro improvisado.
MADRID.- En los años más bohemios de Lisboa, Fernando Pessoa se sentaba en una mesa del café 'A Brasileira', que aún resiste al tiempo en el Chiado, y escribía. Con un vaso de aguardiente al lado, cogía una servilleta, un papel ya usado, o su cuaderno si lo tenía a mano, y esperaba a que la inspiración llegara. Sus poemas le dieron la fama pero incluso en Portugal, poca gente conoce las cuartetas que también son suyas. Solía decir que las cuartetas "son las jarras de flores que un pueblo coloca en la ventana de su alma" y esta parte de su obra es un homenaje a lo más popular que existe en la cultura portuguesa.
En uno de sus viajes de regreso a Lisboa, el artista portugués Richard Câmara descubrió este lado oculto del poeta y le encantó. Cogió 35 cuartetas y les dió una nueva vida con sus ilustraciones, que ahora llegan a Madrid, en la exposición 'Pessoa POPular'. La exhibición, que es parte de la programación de la VI Mostra Portuguesa, se inaugura el martes y estará en el pabellón de exposiciones de la Universidad Autónoma hasta el próximo día 28.